Real Madrid divulgou um pedido público de desculpas ao povo chinês em razão das declarações do atacante Kylian Mbappé sobre Mao Tsé-Tung. Em nota publicada no site oficial, o clube expressou lamento pelo desconforto provocado pelas palavras do jogador e reafirmou seu respeito pelo país.
Posicionamento do clube e do jogador
No comunicado, o clube afirmou que se soma às desculpas já apresentadas por Mbappé e reiterou que mantém “um profundo respeito pela China, sua história, sua cultura e seus cidadãos”. O texto destacou também a ligação do Real Madrid com os torcedores chineses e o desejo de preservar essa relação.
A origem da controvérsia foi uma participação de Mbappé no programa “The Bridge”, do canal ESN no Youtube, durante a qual o atacante afirmou que um meme em que seu rosto aparece no corpo de um “ditador chinês” o fazia rir. A menção ao conteúdo audiovisual provocou reação pública na China.
Impactos imediatos na relação com a China
A repercussão levou a cortes de patrocínio de empresas chinesas, com menção a nomes como a Mengniu e a Dongpeng entre as companhias que romperam acordos com Mbappé. Plataformas chinesas também retiraram vídeos e conteúdos relacionados ao atacante.
Em paralelo, emissoras estatais chinesas passaram a reagir ao caso: a CCTV anunciou que deixará de transmitir jogos da LaLiga, e conteúdos envolvendo o jogador sofreram restrições em mídias do país.
O Ministério das Relações Exteriores da China declarou que quem “ferir os sentimentos do povo chinês” enfrentará oposição, posicionamento que marcou a dimensão diplomática e pública da crise.
Além do clube e do jogador, o presidente da LaLiga, Javier Tebas, também apresentou desculpas públicas, ressaltando a relevância de preservar a relação com a China diante dos desdobramentos.
Imagem ilustrativa. Foto: Steindy (talk) 10:31, 30 June 2017 (UTC) / Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0. Arquivo e licença.

