Moratti detalha como Inter usou cláusula para contratar Ronaldo e irritou Barcelona
Massimo Moratti, ex-presidente da Inter de Milão, voltou a falar sobre a transferência de Ronaldo do Barcelona para o clube italiano em 1997. Aos 81 anos, ele explicou como a estipulação de uma multa rescisória pelo clube catalão abriu caminho para a contratação do atacante.
Segundo Moratti, o Barcelona definiu um valor para a cláusula de rescisão do jogador, que acabou sendo interpretado pela Inter como uma oportunidade para concretizar o negócio. A cifra citada na apuração foi de US$ 32 milhões.
O dirigente afirmou que, diante daquele preço, a operação era administrável para a Inter e que a vontade do próprio atleta de jogar na Itália também foi determinante para o fechamento do acordo. Para Moratti, esses fatores selaram a transferência.
Reação do Barcelona e impacto na negociação
De acordo com o relato do ex-presidente, o Barcelona demonstrou arrependimento e ficou furioso após a conclusão do negócio. O clube catalão não esperava que a cláusula fosse acionada naquele montante, o que gerou surpresa e insatisfação do lado espanhol.
Moratti enfatizou que, quando a Inter avançou, o acordo já estava definido e não havia mais volta. A postura do atacante, entusiasmado com a perspectiva de atuar na Itália, também contribuiu para a rapidez e segurança da operação por parte da Inter.
Trajetória do jogador na Inter e saídas subsequentes
Ronaldo teve passagem marcada por lesões graves no joelho durante o período em que defendeu a Inter, participando de 99 partidas entre 1997 e 2002. Ainda assim, o atacante saiu do clube como ídolo, com 59 gols e destaque em competições europeias.
Um dos gols lembrados daquela fase foi o que garantiu o título da Copa Uefa de 1997/98, em vitória por 3 a 0 sobre a Lazio. Anos depois, no ano em que o Brasil conquistou o pentacampeonato mundial, Ronaldo deixou a Internazionale para se transferir ao Real Madrid, que pagou 45 milhões de euros.
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